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A Figura voada, 1904 por Abbott Handerson Thayer (1849-1921, United States)

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Abbott Handerson Thayer

Abbott Handerson Thayer (Boston, 12 de agosto de 1849 – Monadnock, New Hampshire, 29 de maio de 1921) foi um artista, naturalista e professor americano. Como um pintor de retratos, figuras, animais e de paisagens, ele gozou de um certo prestígio durante sua vida, como o demonstra o fato de seus quadros estarem nas mais importantes coleções de arte dos Estados Unidos. No último terço da sua vida, trabalhou junto com seu filho, Gerald Handerson Thayer, em um grande livro sobre camuflagem na natureza, intitulado Concealing Coloration in the Animal Kingdom: An Exposition of the Laws of Disguise Through Color and Pattern; Being a Summary of Abbott H. Thayer’s Disclosures. Primeiramente publicado pela Macmillan em 1909, depois relançado em 1918, teve um amplo impacto sobre o uso da camuflagem militar durante a Primeira Guerra Mundial. Ele também influenciou a arte americana através de seu trabalho como professor, dando instrução para muitos aprendizes em seu estúdio em New Hampshire.

Thayer nasceu em Boston, Massachusetts. Filho de um médico rural, sua infância foi passada na zona rural de New Hampshire, perto de Keene, no sopé do monte Monadnock. Nesse cenário rural, tornou-se um naturalista amador (em suas próprias palavras, era um "pássaro louco"), um caçador e um vendedor de peles. Estudou as "Aves da América" de John James Audubon em uma frequência quase que diária, experimentou a taxidermia, e fez seus primeiros trabalhos de arte: pinturas em aquarela de animais.

Aos 18 anos de idade, mudou-se para o Brooklyn, Nova Iorque, a fim de estudar pintura na Brooklyn Art School e na Academia Nacional de Desenho. Em 1875, casado com Kate Bloede, mudou-se para Paris, onde estudou por quatro anos na École des Beaux-Arts, com Henri Lehmann e Jean-Léon Gérôme, e onde seu melhor amigo tornou-se o artista americano George de Forest Brush. De volta a Nova Iorque, montou seu próprio estúdio de retratos (que ele compartilhou com Daniel Chester French), tornou-se ativo na Society of American Painters, e começou a dar aulas para aprendizes.

A vida tornou-se insuportável para Thayer e sua esposa no início de 1880, quando dois de seus filhos pequenos morreram inesperadamente, num intervalo de apenas um ano. Emocionalmente devastados, passaram os próximos anos se deslocam de um lugar para outro, gradualmente, cortando suas ligações com Nova Iorque. Embora ainda não estivesse garantido financeiramente, a crescente reputação de Thayer fez surgirem mais pedidos de retratos do que ele poderia aceitar. Entre seus contratantes estavam Mark Twain e Henry James, mas os temas de muitas de suas pinturas eram os seus três filhos restantes, Mary, Gerald e Gladys.

Em 1898, Thayer visitou St Ives, na Cornualha, carregando uma carta de apresentação de C. Hart Merrian, o chefe da Reserva Biológica em Washington, D.C., endereçada ao prefeito de St Ives e Treloyhan, Henry Mornington Arthur Wellesley, o 3º Conde de Cowley, solicitando permissão para coletar espécimes de aves das falésias de St Ives. Em 1901, ele e sua esposa instalaram-se definitivamente em Dublin, New Hampshire, onde tinham muitas vezes passado as férias e onde Thayer havia crescido. Logo depois, quando seu pai morreu, a esposa de Thayer caiu em uma depressão irreversível, que levou à sua internação em um manicômio, ao declínio de sua saúde, e posteriormente à sua morte em 3 de maio de 1891.

Logo depois, Thayer casou-se com sua amiga de longa data, Emma Beach, cujo pai era proprietário do jornal The New York Sun. Ele e sua segunda esposa, passaram o restante de seus anos na zona rural de New Hampshire, vivendo uma existência espartana e trabalhando produtivamente. Excêntrico e opinativo, Thayer aparentava ser mais velho do que sua idade real, e seu modo de viver em família refletiu suas fortes convicções: os Thayers normalmente dormiam ao ar livre durante todo o ano, a fim de usufruir dos benefícios do ar fresco, e os três filhos nunca foram matriculados na escola. Os dois mais jovens, Gerald e Gladys, compartilharam totalmente o entusiasmo de seu pai, e tornaram-se pintores. Durante esta última parte de sua vida, um de seus vizinhos em Dublin foi George de Forest Brush, com quem (quando não estavam brigando), colaborou em questões relativas à camuflagem.

É difícil falar de maneira simples e conclusiva sobre Thayer como artista. Ele foi muitas vezes descrito como uma pessoa excêntrica, de temperamento instável, e há uma mistura paralela contraditória de tradição acadêmica, espontaneidade e improvisação em seus métodos artísticos. Por exemplo, ele é amplamente conhecido como um pintor de "figuras ideais", no qual retratou mulheres como encarnações da virtude, adornadas em túnicas brancas e equipadas com asas de anjo. Ao mesmo tempo, fez isso usando métodos surpreendentemente não ortodoxos, irrestritos e surpreendentes, como a mistura de sujeira propositadamente na pintura, ou (em pelo menos um caso), usando uma vassoura ao invés de uma escova para diminuir a sensação de rigidez em uma pintura recém-terminada e ainda úmida. Sobreviveu com a ajuda de seus patronos, entre eles o empresário Charles Lang Freer. Algumas de suas melhores obras estão no acervo do Freer Gallery of Art, Metropolitan Museum of Art, Academia Nacional de Desenho, Smithsonian American Art Museum, e Art Institute of Chicago.

Thayer era também eficiente em seus ensinamentos, que ele via como algo útil, como uma parte inseparável de seu próprio trabalho em estúdio. Entre seus aprendizes mais dedicados estavam Rockwell Kent, Louis Agassiz Fuertes, Richard Meryman, Barry Faulkner (primo de Thayer), Alexander e William James (filhos do filósofo de Harvard, William James), e os próprios filho e filha de Thayer, Gerald e Gladys.

Em uma carta para Thomas Wilmer Dewing (por volta de 1917, na coleção do Archives of American Art, Smithsonian Institution), Thayer revela que seu método era trabalhar sobre uma nova pintura por apenas três dias. Se trabalhasse mais tempo sobre ela, ele dizia, que poderia não concluí-la ou ainda estragá-la. Assim, no quarto dia, ele iria ao invés fazer uma pausa, ficar o mais distante possível do trabalho, porém, aproveitava esse tempo para ensinar para cada aluno como fazer uma cópia exata daquela pintura de três dias. Então, quando ele voltava para seu estúdio, (em suas palavras) "atacava uma cópia e dava-lhe novamente um empurrão de mais três dias". Em consequência disto, terminaria com versões alternativas do mesmo quadro, em diferentes estágios de conclusão.

Thayer é por vezes referido como o "pai da camuflagem". Isso não é inteiramente falso, porque, apesar de não ter inventado a camuflagem, ele foi, sem dúvida, um dos primeiros a realizar uma extensa pesquisa sobre o tema e escrever sobre certos aspectos da coloração de proteção da natureza. Em particular, a partir de 1892, escreveu sobre a função da coloração como forma de proteção em um animal ou inseto, caracterizado pelo colorido mais escuro em áreas expostas à luz e pelo colorido mais claro em áreas que estão normalmente mais na sombra fazendo com que as formas se pareçam menos redondas e menos sólidas através do sombreado invertido. Este achado é amplamente aceito atualmente, e às vezes é chamado de Lei de Thayer.

Ele começou a se envolver com camuflagem militar em 1898, durante a Guerra Hispano-Americana, quando ele e seu amigo Brush propuseram o uso da coloração de proteção nos navios americanos. Apesar da guerra não ter durado tempo suficiente para que suas ideias fossem colocadas em prática, os dois artistas obtiveram uma patente para as suas descobertas em 1902, intitulada "Processo de Tratamento das Laterais de Navios, etc., para Torná-los Menos Visíveis" ( Patente nº 715.013), na qual seu método é descrito como tendo sido modelado sobre a coloração de uma gaivota.

As experiências de Thayer e Brush na camuflagem continuaram durante a Primeira Guerra Mundial, tanto de forma colaborativa como individualmente. Logo no início dessa guerra, por exemplo, Brush desenvolveu um avião transparente, enquanto que Thayer continuou com seu interesse em camuflagem disruptiva ou altamente diferenciada. Gradualmente, Thayer e Brush passaram seus trabalhos sobre camuflagem para a responsabilidade dos seus filhos. Concealing Coloration in the Animal Kingdom (1909), que demorou sete anos para ser concluído, foi creditado ao filho de Thayer, Gerald. Na mesma época, Thayer novamente propôs um trabalho sobre camuflagem dos navios da Marinha dos Estados Unidos (que mais uma vez não foi aceito), este tempo trabalhando sem a colaboração de Brush, mas com o filho Brush, Gerome. Alguns anos mais tarde, com o início da Primeira Guerra Mundial, Thayer disparatadamente apresentou propostas para o British War Office, tentando persuadi-los a adotar um uniforme de serviço de campo camuflado, no lugar do tradicional monocromático cáqui. Enquanto isso, a proposta de Thayer e Gerome Brush para o uso da camuflagem em navios americanos foi aprovada, e um punhado de entusiastas de Thayer (entre eles, Barry Faulkner e outros alunos de Thayer) recrutaram centenas de artistas para juntarem-se ao American Camouflage Corps.

Como ele próprio admitia, Thayer, muitas vezes sofria de uma condição que hoje é chamada de transtorno bipolar. Em suas cartas, descreveu-a como "o pêndulo Abbott", pelo qual suas emoções precariamente iam para trás e para frente entre os dois extremos (em suas palavras) "euforia" e "desgosto doentio". Esta situação aparentemente agravou-se com a crescente controvérsia sobre seus trabalhos sobre camuflagem (principalmente quando eles foram denunciados pelo ex-presidente Theodore Roosevelt). Ao envelhecer, passou a sofrer cada vez mais de ataques de pânico, esgotamento nervoso, e pensamentos suicidas, tanto que ele já não era autorizado a ir sozinho no seu barco à lagoa Dublin.

Aos 72 anos, Thayer sofreu uma série de derrames, e faleceu em casa, em 29 de maio de 1921.

Em outubro de 2008, o primeiro e único documentário sobre o trabalho e a vida de Thayer estreou no Smithsonian American Art Museum. Intitulado Invisible: Abbott Thayer and the Art of Camouflage, ele apresentou uma ampla seleção de seus desenhos e pinturas, arquivos de fotografias, documentos históricos e entrevista com os humoristas P. J. O'Rourke, Richard Meryman, Jr. (cujo pai era aluno de Thayer), com o estudioso em camuflagem Roy R. Behrens, com o curador do Smithsonian, Richard Murray, amigos e parentes de Thayer, entre outros.

Abbott Handerson Thayer (Boston, 12 de agosto de 1849 – Monadnock, New Hampshire, 29 de maio de 1921) foi um artista, naturalista e professor americano. Como um pintor de retratos, figuras, animais e de paisagens, ele gozou de um certo prestígio durante sua vida, como o demonstra o fato de seus quadros estarem nas mais importantes coleções de arte dos Estados Unidos. No último terço da sua vida, trabalhou junto com seu filho, Gerald Handerson Thayer, em um grande livro sobre camuflagem na natureza, intitulado Concealing Coloration in the Animal Kingdom: An Exposition of the Laws of Disguise Through Color and Pattern; Being a Summary of Abbott H. Thayer’s Disclosures. Primeiramente publicado pela Macmillan em 1909, depois relançado em 1918, teve um amplo impacto sobre o uso da camuflagem militar durante a Primeira Guerra Mundial. Ele também influenciou a arte americana através de seu trabalho como professor, dando instrução para muitos aprendizes em seu estúdio em New Hampshire.

Thayer nasceu em Boston, Massachusetts. Filho de um médico rural, sua infância foi passada na zona rural de New Hampshire, perto de Keene, no sopé do monte Monadnock. Nesse cenário rural, tornou-se um naturalista amador (em suas próprias palavras, era um "pássaro louco"), um caçador e um vendedor de peles. Estudou as "Aves da América" de John James Audubon em uma frequência quase que diária, experimentou a taxidermia, e fez seus primeiros trabalhos de arte: pinturas em aquarela de animais.

Aos 18 anos de idade, mudou-se para o Brooklyn, Nova Iorque, a fim de estudar pintura na Brooklyn Art School e na Academia Nacional de Desenho. Em 1875, casado com Kate Bloede, mudou-se para Paris, onde estudou por quatro anos na École des Beaux-Arts, com Henri Lehmann e Jean-Léon Gérôme, e onde seu melhor amigo tornou-se o artista americano George de Forest Brush. De volta a Nova Iorque, montou seu próprio estúdio de retratos (que ele compartilhou com Daniel Chester French), tornou-se ativo na Society of American Painters, e começou a dar aulas para aprendizes.

A vida tornou-se insuportável para Thayer e sua esposa no início de 1880, quando dois de seus filhos pequenos morreram inesperadamente, num intervalo de apenas um ano. Emocionalmente devastados, passaram os próximos anos se deslocam de um lugar para outro, gradualmente, cortando suas ligações com Nova Iorque. Embora ainda não estivesse garantido financeiramente, a crescente reputação de Thayer fez surgirem mais pedidos de retratos do que ele poderia aceitar. Entre seus contratantes estavam Mark Twain e Henry James, mas os temas de muitas de suas pinturas eram os seus três filhos restantes, Mary, Gerald e Gladys.

Em 1898, Thayer visitou St Ives, na Cornualha, carregando uma carta de apresentação de C. Hart Merrian, o chefe da Reserva Biológica em Washington, D.C., endereçada ao prefeito de St Ives e Treloyhan, Henry Mornington Arthur Wellesley, o 3º Conde de Cowley, solicitando permissão para coletar espécimes de aves das falésias de St Ives. Em 1901, ele e sua esposa instalaram-se definitivamente em Dublin, New Hampshire, onde tinham muitas vezes passado as férias e onde Thayer havia crescido. Logo depois, quando seu pai morreu, a esposa de Thayer caiu em uma depressão irreversível, que levou à sua internação em um manicômio, ao declínio de sua saúde, e posteriormente à sua morte em 3 de maio de 1891.

Logo depois, Thayer casou-se com sua amiga de longa data, Emma Beach, cujo pai era proprietário do jornal The New York Sun. Ele e sua segunda esposa, passaram o restante de seus anos na zona rural de New Hampshire, vivendo uma existência espartana e trabalhando produtivamente. Excêntrico e opinativo, Thayer aparentava ser mais velho do que sua idade real, e seu modo de viver em família refletiu suas fortes convicções: os Thayers normalmente dormiam ao ar livre durante todo o ano, a fim de usufruir dos benefícios do ar fresco, e os três filhos nunca foram matriculados na escola. Os dois mais jovens, Gerald e Gladys, compartilharam totalmente o entusiasmo de seu pai, e tornaram-se pintores. Durante esta última parte de sua vida, um de seus vizinhos em Dublin foi George de Forest Brush, com quem (quando não estavam brigando), colaborou em questões relativas à camuflagem.

É difícil falar de maneira simples e conclusiva sobre Thayer como artista. Ele foi muitas vezes descrito como uma pessoa excêntrica, de temperamento instável, e há uma mistura paralela contraditória de tradição acadêmica, espontaneidade e improvisação em seus métodos artísticos. Por exemplo, ele é amplamente conhecido como um pintor de "figuras ideais", no qual retratou mulheres como encarnações da virtude, adornadas em túnicas brancas e equipadas com asas de anjo. Ao mesmo tempo, fez isso usando métodos surpreendentemente não ortodoxos, irrestritos e surpreendentes, como a mistura de sujeira propositadamente na pintura, ou (em pelo menos um caso), usando uma vassoura ao invés de uma escova para diminuir a sensação de rigidez em uma pintura recém-terminada e ainda úmida. Sobreviveu com a ajuda de seus patronos, entre eles o empresário Charles Lang Freer. Algumas de suas melhores obras estão no acervo do Freer Gallery of Art, Metropolitan Museum of Art, Academia Nacional de Desenho, Smithsonian American Art Museum, e Art Institute of Chicago.

Thayer era também eficiente em seus ensinamentos, que ele via como algo útil, como uma parte inseparável de seu próprio trabalho em estúdio. Entre seus aprendizes mais dedicados estavam Rockwell Kent, Louis Agassiz Fuertes, Richard Meryman, Barry Faulkner (primo de Thayer), Alexander e William James (filhos do filósofo de Harvard, William James), e os próprios filho e filha de Thayer, Gerald e Gladys.

Em uma carta para Thomas Wilmer Dewing (por volta de 1917, na coleção do Archives of American Art, Smithsonian Institution), Thayer revela que seu método era trabalhar sobre uma nova pintura por apenas três dias. Se trabalhasse mais tempo sobre ela, ele dizia, que poderia não concluí-la ou ainda estragá-la. Assim, no quarto dia, ele iria ao invés fazer uma pausa, ficar o mais distante possível do trabalho, porém, aproveitava esse tempo para ensinar para cada aluno como fazer uma cópia exata daquela pintura de três dias. Então, quando ele voltava para seu estúdio, (em suas palavras) "atacava uma cópia e dava-lhe novamente um empurrão de mais três dias". Em consequência disto, terminaria com versões alternativas do mesmo quadro, em diferentes estágios de conclusão.

Thayer é por vezes referido como o "pai da camuflagem". Isso não é inteiramente falso, porque, apesar de não ter inventado a camuflagem, ele foi, sem dúvida, um dos primeiros a realizar uma extensa pesquisa sobre o tema e escrever sobre certos aspectos da coloração de proteção da natureza. Em particular, a partir de 1892, escreveu sobre a função da coloração como forma de proteção em um animal ou inseto, caracterizado pelo colorido mais escuro em áreas expostas à luz e pelo colorido mais claro em áreas que estão normalmente mais na sombra fazendo com que as formas se pareçam menos redondas e menos sólidas através do sombreado invertido. Este achado é amplamente aceito atualmente, e às vezes é chamado de Lei de Thayer.

Ele começou a se envolver com camuflagem militar em 1898, durante a Guerra Hispano-Americana, quando ele e seu amigo Brush propuseram o uso da coloração de proteção nos navios americanos. Apesar da guerra não ter durado tempo suficiente para que suas ideias fossem colocadas em prática, os dois artistas obtiveram uma patente para as suas descobertas em 1902, intitulada "Processo de Tratamento das Laterais de Navios, etc., para Torná-los Menos Visíveis" ( Patente nº 715.013), na qual seu método é descrito como tendo sido modelado sobre a coloração de uma gaivota.

As experiências de Thayer e Brush na camuflagem continuaram durante a Primeira Guerra Mundial, tanto de forma colaborativa como individualmente. Logo no início dessa guerra, por exemplo, Brush desenvolveu um avião transparente, enquanto que Thayer continuou com seu interesse em camuflagem disruptiva ou altamente diferenciada. Gradualmente, Thayer e Brush passaram seus trabalhos sobre camuflagem para a responsabilidade dos seus filhos. Concealing Coloration in the Animal Kingdom (1909), que demorou sete anos para ser concluído, foi creditado ao filho de Thayer, Gerald. Na mesma época, Thayer novamente propôs um trabalho sobre camuflagem dos navios da Marinha dos Estados Unidos (que mais uma vez não foi aceito), este tempo trabalhando sem a colaboração de Brush, mas com o filho Brush, Gerome. Alguns anos mais tarde, com o início da Primeira Guerra Mundial, Thayer disparatadamente apresentou propostas para o British War Office, tentando persuadi-los a adotar um uniforme de serviço de campo camuflado, no lugar do tradicional monocromático cáqui. Enquanto isso, a proposta de Thayer e Gerome Brush para o uso da camuflagem em navios americanos foi aprovada, e um punhado de entusiastas de Thayer (entre eles, Barry Faulkner e outros alunos de Thayer) recrutaram centenas de artistas para juntarem-se ao American Camouflage Corps.

Como ele próprio admitia, Thayer, muitas vezes sofria de uma condição que hoje é chamada de transtorno bipolar. Em suas cartas, descreveu-a como "o pêndulo Abbott", pelo qual suas emoções precariamente iam para trás e para frente entre os dois extremos (em suas palavras) "euforia" e "desgosto doentio". Esta situação aparentemente agravou-se com a crescente controvérsia sobre seus trabalhos sobre camuflagem (principalmente quando eles foram denunciados pelo ex-presidente Theodore Roosevelt). Ao envelhecer, passou a sofrer cada vez mais de ataques de pânico, esgotamento nervoso, e pensamentos suicidas, tanto que ele já não era autorizado a ir sozinho no seu barco à lagoa Dublin.

Aos 72 anos, Thayer sofreu uma série de derrames, e faleceu em casa, em 29 de maio de 1921.

Em outubro de 2008, o primeiro e único documentário sobre o trabalho e a vida de Thayer estreou no Smithsonian American Art Museum. Intitulado Invisible: Abbott Thayer and the Art of Camouflage, ele apresentou uma ampla seleção de seus desenhos e pinturas, arquivos de fotografias, documentos históricos e entrevista com os humoristas P. J. O'Rourke, Richard Meryman, Jr. (cujo pai era aluno de Thayer), com o estudioso em camuflagem Roy R. Behrens, com o curador do Smithsonian, Richard Murray, amigos e parentes de Thayer, entre outros.

Abbott Handerson Thayer (Boston, 12 de agosto de 1849 – Monadnock, New Hampshire, 29 de maio de 1921) foi um artista, naturalista e professor americano. Como um pintor de retratos, figuras, animais e de paisagens, ele gozou de um certo prestígio durante sua vida, como o demonstra o fato de seus quadros estarem nas mais importantes coleções de arte dos Estados Unidos. No último terço da sua vida, trabalhou junto com seu filho, Gerald Handerson Thayer, em um grande livro sobre camuflagem na natureza, intitulado Concealing Coloration in the Animal Kingdom: An Exposition of the Laws of Disguise Through Color and Pattern; Being a Summary of Abbott H. Thayer’s Disclosures. Primeiramente publicado pela Macmillan em 1909, depois relançado em 1918, teve um amplo impacto sobre o uso da camuflagem militar durante a Primeira Guerra Mundial. Ele também influenciou a arte americana através de seu trabalho como professor, dando instrução para muitos aprendizes em seu estúdio em New Hampshire.

Thayer nasceu em Boston, Massachusetts. Filho de um médico rural, sua infância foi passada na zona rural de New Hampshire, perto de Keene, no sopé do monte Monadnock. Nesse cenário rural, tornou-se um naturalista amador (em suas próprias palavras, era um "pássaro louco"), um caçador e um vendedor de peles. Estudou as "Aves da América" de John James Audubon em uma frequência quase que diária, experimentou a taxidermia, e fez seus primeiros trabalhos de arte: pinturas em aquarela de animais.

Aos 18 anos de idade, mudou-se para o Brooklyn, Nova Iorque, a fim de estudar pintura na Brooklyn Art School e na Academia Nacional de Desenho. Em 1875, casado com Kate Bloede, mudou-se para Paris, onde estudou por quatro anos na École des Beaux-Arts, com Henri Lehmann e Jean-Léon Gérôme, e onde seu melhor amigo tornou-se o artista americano George de Forest Brush. De volta a Nova Iorque, montou seu próprio estúdio de retratos (que ele compartilhou com Daniel Chester French), tornou-se ativo na Society of American Painters, e começou a dar aulas para aprendizes.

A vida tornou-se insuportável para Thayer e sua esposa no início de 1880, quando dois de seus filhos pequenos morreram inesperadamente, num intervalo de apenas um ano. Emocionalmente devastados, passaram os próximos anos se deslocam de um lugar para outro, gradualmente, cortando suas ligações com Nova Iorque. Embora ainda não estivesse garantido financeiramente, a crescente reputação de Thayer fez surgirem mais pedidos de retratos do que ele poderia aceitar. Entre seus contratantes estavam Mark Twain e Henry James, mas os temas de muitas de suas pinturas eram os seus três filhos restantes, Mary, Gerald e Gladys.

Em 1898, Thayer visitou St Ives, na Cornualha, carregando uma carta de apresentação de C. Hart Merrian, o chefe da Reserva Biológica em Washington, D.C., endereçada ao prefeito de St Ives e Treloyhan, Henry Mornington Arthur Wellesley, o 3º Conde de Cowley, solicitando permissão para coletar espécimes de aves das falésias de St Ives. Em 1901, ele e sua esposa instalaram-se definitivamente em Dublin, New Hampshire, onde tinham muitas vezes passado as férias e onde Thayer havia crescido. Logo depois, quando seu pai morreu, a esposa de Thayer caiu em uma depressão irreversível, que levou à sua internação em um manicômio, ao declínio de sua saúde, e posteriormente à sua morte em 3 de maio de 1891.

Logo depois, Thayer casou-se com sua amiga de longa data, Emma Beach, cujo pai era proprietário do jornal The New York Sun. Ele e sua segunda esposa, passaram o restante de seus anos na zona rural de New Hampshire, vivendo uma existência espartana e trabalhando produtivamente. Excêntrico e opinativo, Thayer aparentava ser mais velho do que sua idade real, e seu modo de viver em família refletiu suas fortes convicções: os Thayers normalmente dormiam ao ar livre durante todo o ano, a fim de usufruir dos benefícios do ar fresco, e os três filhos nunca foram matriculados na escola. Os dois mais jovens, Gerald e Gladys, compartilharam totalmente o entusiasmo de seu pai, e tornaram-se pintores. Durante esta última parte de sua vida, um de seus vizinhos em Dublin foi George de Forest Brush, com quem (quando não estavam brigando), colaborou em questões relativas à camuflagem.

É difícil falar de maneira simples e conclusiva sobre Thayer como artista. Ele foi muitas vezes descrito como uma pessoa excêntrica, de temperamento instável, e há uma mistura paralela contraditória de tradição acadêmica, espontaneidade e improvisação em seus métodos artísticos. Por exemplo, ele é amplamente conhecido como um pintor de "figuras ideais", no qual retratou mulheres como encarnações da virtude, adornadas em túnicas brancas e equipadas com asas de anjo. Ao mesmo tempo, fez isso usando métodos surpreendentemente não ortodoxos, irrestritos e surpreendentes, como a mistura de sujeira propositadamente na pintura, ou (em pelo menos um caso), usando uma vassoura ao invés de uma escova para diminuir a sensação de rigidez em uma pintura recém-terminada e ainda úmida. Sobreviveu com a ajuda de seus patronos, entre eles o empresário Charles Lang Freer. Algumas de suas melhores obras estão no acervo do Freer Gallery of Art, Metropolitan Museum of Art, Academia Nacional de Desenho, Smithsonian American Art Museum, e Art Institute of Chicago.

Thayer era também eficiente em seus ensinamentos, que ele via como algo útil, como uma parte inseparável de seu próprio trabalho em estúdio. Entre seus aprendizes mais dedicados estavam Rockwell Kent, Louis Agassiz Fuertes, Richard Meryman, Barry Faulkner (primo de Thayer), Alexander e William James (filhos do filósofo de Harvard, William James), e os próprios filho e filha de Thayer, Gerald e Gladys.

Em uma carta para Thomas Wilmer Dewing (por volta de 1917, na coleção do Archives of American Art, Smithsonian Institution), Thayer revela que seu método era trabalhar sobre uma nova pintura por apenas três dias. Se trabalhasse mais tempo sobre ela, ele dizia, que poderia não concluí-la ou ainda estragá-la. Assim, no quarto dia, ele iria ao invés fazer uma pausa, ficar o mais distante possível do trabalho, porém, aproveitava esse tempo para ensinar para cada aluno como fazer uma cópia exata daquela pintura de três dias. Então, quando ele voltava para seu estúdio, (em suas palavras) "atacava uma cópia e dava-lhe novamente um empurrão de mais três dias". Em consequência disto, terminaria com versões alternativas do mesmo quadro, em diferentes estágios de conclusão.

Thayer é por vezes referido como o "pai da camuflagem". Isso não é inteiramente falso, porque, apesar de não ter inventado a camuflagem, ele foi, sem dúvida, um dos primeiros a realizar uma extensa pesquisa sobre o tema e escrever sobre certos aspectos da coloração de proteção da natureza. Em particular, a partir de 1892, escreveu sobre a função da coloração como forma de proteção em um animal ou inseto, caracterizado pelo colorido mais escuro em áreas expostas à luz e pelo colorido mais claro em áreas que estão normalmente mais na sombra fazendo com que as formas se pareçam menos redondas e menos sólidas através do sombreado invertido. Este achado é amplamente aceito atualmente, e às vezes é chamado de Lei de Thayer.

Ele começou a se envolver com camuflagem militar em 1898, durante a Guerra Hispano-Americana, quando ele e seu amigo Brush propuseram o uso da coloração de proteção nos navios americanos. Apesar da guerra não ter durado tempo suficiente para que suas ideias fossem colocadas em prática, os dois artistas obtiveram uma patente para as suas descobertas em 1902, intitulada "Processo de Tratamento das Laterais de Navios, etc., para Torná-los Menos Visíveis" ( Patente nº 715.013), na qual seu método é descrito como tendo sido modelado sobre a coloração de uma gaivota.

As experiências de Thayer e Brush na camuflagem continuaram durante a Primeira Guerra Mundial, tanto de forma colaborativa como individualmente. Logo no início dessa guerra, por exemplo, Brush desenvolveu um avião transparente, enquanto que Thayer continuou com seu interesse em camuflagem disruptiva ou altamente diferenciada. Gradualmente, Thayer e Brush passaram seus trabalhos sobre camuflagem para a responsabilidade dos seus filhos. Concealing Coloration in the Animal Kingdom (1909), que demorou sete anos para ser concluído, foi creditado ao filho de Thayer, Gerald. Na mesma época, Thayer novamente propôs um trabalho sobre camuflagem dos navios da Marinha dos Estados Unidos (que mais uma vez não foi aceito), este tempo trabalhando sem a colaboração de Brush, mas com o filho Brush, Gerome. Alguns anos mais tarde, com o início da Primeira Guerra Mundial, Thayer disparatadamente apresentou propostas para o British War Office, tentando persuadi-los a adotar um uniforme de serviço de campo camuflado, no lugar do tradicional monocromático cáqui. Enquanto isso, a proposta de Thayer e Gerome Brush para o uso da camuflagem em navios americanos foi aprovada, e um punhado de entusiastas de Thayer (entre eles, Barry Faulkner e outros alunos de Thayer) recrutaram centenas de artistas para juntarem-se ao American Camouflage Corps.

Como ele próprio admitia, Thayer, muitas vezes sofria de uma condição que hoje é chamada de transtorno bipolar. Em suas cartas, descreveu-a como "o pêndulo Abbott", pelo qual suas emoções precariamente iam para trás e para frente entre os dois extremos (em suas palavras) "euforia" e "desgosto doentio". Esta situação aparentemente agravou-se com a crescente controvérsia sobre seus trabalhos sobre camuflagem (principalmente quando eles foram denunciados pelo ex-presidente Theodore Roosevelt). Ao envelhecer, passou a sofrer cada vez mais de ataques de pânico, esgotamento nervoso, e pensamentos suicidas, tanto que ele já não era autorizado a ir sozinho no seu barco à lagoa Dublin.

Aos 72 anos, Thayer sofreu uma série de derrames, e faleceu em casa, em 29 de maio de 1921.

Em outubro de 2008, o primeiro e único documentário sobre o trabalho e a vida de Thayer estreou no Smithsonian American Art Museum. Intitulado Invisible: Abbott Thayer and the Art of Camouflage, ele apresentou uma ampla seleção de seus desenhos e pinturas, arquivos de fotografias, documentos históricos e entrevista com os humoristas P. J. O'Rourke, Richard Meryman, Jr. (cujo pai era aluno de Thayer), com o estudioso em camuflagem Roy R. Behrens, com o curador do Smithsonian, Richard Murray, amigos e parentes de Thayer, entre outros.

Abbott Handerson Thayer (Boston, 12 de agosto de 1849 – Monadnock, New Hampshire, 29 de maio de 1921) foi um artista, naturalista e professor americano. Como um pintor de retratos, figuras, animais e de paisagens, ele gozou de um certo prestígio durante sua vida, como o demonstra o fato de seus quadros estarem nas mais importantes coleções de arte dos Estados Unidos. No último terço da sua vida, trabalhou junto com seu filho, Gerald Handerson Thayer, em um grande livro sobre camuflagem na natureza, intitulado Concealing Coloration in the Animal Kingdom: An Exposition of the Laws of Disguise Through Color and Pattern; Being a Summary of Abbott H. Thayer’s Disclosures. Primeiramente publicado pela Macmillan em 1909, depois relançado em 1918, teve um amplo impacto sobre o uso da camuflagem militar durante a Primeira Guerra Mundial. Ele também influenciou a arte americana através de seu trabalho como professor, dando instrução para muitos aprendizes em seu estúdio em New Hampshire.

Thayer nasceu em Boston, Massachusetts. Filho de um médico rural, sua infância foi passada na zona rural de New Hampshire, perto de Keene, no sopé do monte Monadnock. Nesse cenário rural, tornou-se um naturalista amador (em suas próprias palavras, era um "pássaro louco"), um caçador e um vendedor de peles. Estudou as "Aves da América" de John James Audubon em uma frequência quase que diária, experimentou a taxidermia, e fez seus primeiros trabalhos de arte: pinturas em aquarela de animais.

Aos 18 anos de idade, mudou-se para o Brooklyn, Nova Iorque, a fim de estudar pintura na Brooklyn Art School e na Academia Nacional de Desenho. Em 1875, casado com Kate Bloede, mudou-se para Paris, onde estudou por quatro anos na École des Beaux-Arts, com Henri Lehmann e Jean-Léon Gérôme, e onde seu melhor amigo tornou-se o artista americano George de Forest Brush. De volta a Nova Iorque, montou seu próprio estúdio de retratos (que ele compartilhou com Daniel Chester French), tornou-se ativo na Society of American Painters, e começou a dar aulas para aprendizes.

A vida tornou-se insuportável para Thayer e sua esposa no início de 1880, quando dois de seus filhos pequenos morreram inesperadamente, num intervalo de apenas um ano. Emocionalmente devastados, passaram os próximos anos se deslocam de um lugar para outro, gradualmente, cortando suas ligações com Nova Iorque. Embora ainda não estivesse garantido financeiramente, a crescente reputação de Thayer fez surgirem mais pedidos de retratos do que ele poderia aceitar. Entre seus contratantes estavam Mark Twain e Henry James, mas os temas de muitas de suas pinturas eram os seus três filhos restantes, Mary, Gerald e Gladys.

Em 1898, Thayer visitou St Ives, na Cornualha, carregando uma carta de apresentação de C. Hart Merrian, o chefe da Reserva Biológica em Washington, D.C., endereçada ao prefeito de St Ives e Treloyhan, Henry Mornington Arthur Wellesley, o 3º Conde de Cowley, solicitando permissão para coletar espécimes de aves das falésias de St Ives. Em 1901, ele e sua esposa instalaram-se definitivamente em Dublin, New Hampshire, onde tinham muitas vezes passado as férias e onde Thayer havia crescido. Logo depois, quando seu pai morreu, a esposa de Thayer caiu em uma depressão irreversível, que levou à sua internação em um manicômio, ao declínio de sua saúde, e posteriormente à sua morte em 3 de maio de 1891.

Logo depois, Thayer casou-se com sua amiga de longa data, Emma Beach, cujo pai era proprietário do jornal The New York Sun. Ele e sua segunda esposa, passaram o restante de seus anos na zona rural de New Hampshire, vivendo uma existência espartana e trabalhando produtivamente. Excêntrico e opinativo, Thayer aparentava ser mais velho do que sua idade real, e seu modo de viver em família refletiu suas fortes convicções: os Thayers normalmente dormiam ao ar livre durante todo o ano, a fim de usufruir dos benefícios do ar fresco, e os três filhos nunca foram matriculados na escola. Os dois mais jovens, Gerald e Gladys, compartilharam totalmente o entusiasmo de seu pai, e tornaram-se pintores. Durante esta última parte de sua vida, um de seus vizinhos em Dublin foi George de Forest Brush, com quem (quando não estavam brigando), colaborou em questões relativas à camuflagem.

É difícil falar de maneira simples e conclusiva sobre Thayer como artista. Ele foi muitas vezes descrito como uma pessoa excêntrica, de temperamento instável, e há uma mistura paralela contraditória de tradição acadêmica, espontaneidade e improvisação em seus métodos artísticos. Por exemplo, ele é amplamente conhecido como um pintor de "figuras ideais", no qual retratou mulheres como encarnações da virtude, adornadas em túnicas brancas e equipadas com asas de anjo. Ao mesmo tempo, fez isso usando métodos surpreendentemente não ortodoxos, irrestritos e surpreendentes, como a mistura de sujeira propositadamente na pintura, ou (em pelo menos um caso), usando uma vassoura ao invés de uma escova para diminuir a sensação de rigidez em uma pintura recém-terminada e ainda úmida. Sobreviveu com a ajuda de seus patronos, entre eles o empresário Charles Lang Freer. Algumas de suas melhores obras estão no acervo do Freer Gallery of Art, Metropolitan Museum of Art, Academia Nacional de Desenho, Smithsonian American Art Museum, e Art Institute of Chicago.

Thayer era também eficiente em seus ensinamentos, que ele via como algo útil, como uma parte inseparável de seu próprio trabalho em estúdio. Entre seus aprendizes mais dedicados estavam Rockwell Kent, Louis Agassiz Fuertes, Richard Meryman, Barry Faulkner (primo de Thayer), Alexander e William James (filhos do filósofo de Harvard, William James), e os próprios filho e filha de Thayer, Gerald e Gladys.

Em uma carta para Thomas Wilmer Dewing (por volta de 1917, na coleção do Archives of American Art, Smithsonian Institution), Thayer revela que seu método era trabalhar sobre uma nova pintura por apenas três dias. Se trabalhasse mais tempo sobre ela, ele dizia, que poderia não concluí-la ou ainda estragá-la. Assim, no quarto dia, ele iria ao invés fazer uma pausa, ficar o mais distante possível do trabalho, porém, aproveitava esse tempo para ensinar para cada aluno como fazer uma cópia exata daquela pintura de três dias. Então, quando ele voltava para seu estúdio, (em suas palavras) "atacava uma cópia e dava-lhe novamente um empurrão de mais três dias". Em consequência disto, terminaria com versões alternativas do mesmo quadro, em diferentes estágios de conclusão.

Thayer é por vezes referido como o "pai da camuflagem". Isso não é inteiramente falso, porque, apesar de não ter inventado a camuflagem, ele foi, sem dúvida, um dos primeiros a realizar uma extensa pesquisa sobre o tema e escrever sobre certos aspectos da coloração de proteção da natureza. Em particular, a partir de 1892, escreveu sobre a função da coloração como forma de proteção em um animal ou inseto, caracterizado pelo colorido mais escuro em áreas expostas à luz e pelo colorido mais claro em áreas que estão normalmente mais na sombra fazendo com que as formas se pareçam menos redondas e menos sólidas através do sombreado invertido. Este achado é amplamente aceito atualmente, e às vezes é chamado de Lei de Thayer.

Ele começou a se envolver com camuflagem militar em 1898, durante a Guerra Hispano-Americana, quando ele e seu amigo Brush propuseram o uso da coloração de proteção nos navios americanos. Apesar da guerra não ter durado tempo suficiente para que suas ideias fossem colocadas em prática, os dois artistas obtiveram uma patente para as suas descobertas em 1902, intitulada "Processo de Tratamento das Laterais de Navios, etc., para Torná-los Menos Visíveis" ( Patente nº 715.013), na qual seu método é descrito como tendo sido modelado sobre a coloração de uma gaivota.

As experiências de Thayer e Brush na camuflagem continuaram durante a Primeira Guerra Mundial, tanto de forma colaborativa como individualmente. Logo no início dessa guerra, por exemplo, Brush desenvolveu um avião transparente, enquanto que Thayer continuou com seu interesse em camuflagem disruptiva ou altamente diferenciada. Gradualmente, Thayer e Brush passaram seus trabalhos sobre camuflagem para a responsabilidade dos seus filhos. Concealing Coloration in the Animal Kingdom (1909), que demorou sete anos para ser concluído, foi creditado ao filho de Thayer, Gerald. Na mesma época, Thayer novamente propôs um trabalho sobre camuflagem dos navios da Marinha dos Estados Unidos (que mais uma vez não foi aceito), este tempo trabalhando sem a colaboração de Brush, mas com o filho Brush, Gerome. Alguns anos mais tarde, com o início da Primeira Guerra Mundial, Thayer disparatadamente apresentou propostas para o British War Office, tentando persuadi-los a adotar um uniforme de serviço de campo camuflado, no lugar do tradicional monocromático cáqui. Enquanto isso, a proposta de Thayer e Gerome Brush para o uso da camuflagem em navios americanos foi aprovada, e um punhado de entusiastas de Thayer (entre eles, Barry Faulkner e outros alunos de Thayer) recrutaram centenas de artistas para juntarem-se ao American Camouflage Corps.

Como ele próprio admitia, Thayer, muitas vezes sofria de uma condição que hoje é chamada de transtorno bipolar. Em suas cartas, descreveu-a como "o pêndulo Abbott", pelo qual suas emoções precariamente iam para trás e para frente entre os dois extremos (em suas palavras) "euforia" e "desgosto doentio". Esta situação aparentemente agravou-se com a crescente controvérsia sobre seus trabalhos sobre camuflagem (principalmente quando eles foram denunciados pelo ex-presidente Theodore Roosevelt). Ao envelhecer, passou a sofrer cada vez mais de ataques de pânico, esgotamento nervoso, e pensamentos suicidas, tanto que ele já não era autorizado a ir sozinho no seu barco à lagoa Dublin.

Aos 72 anos, Thayer sofreu uma série de derrames, e faleceu em casa, em 29 de maio de 1921.

Em outubro de 2008, o primeiro e único documentário sobre o trabalho e a vida de Thayer estreou no Smithsonian American Art Museum. Intitulado Invisible: Abbott Thayer and the Art of Camouflage, ele apresentou uma ampla seleção de seus desenhos e pinturas, arquivos de fotografias, documentos históricos e entrevista com os humoristas P. J. O'Rourke, Richard Meryman, Jr. (cujo pai era aluno de Thayer), com o estudioso em camuflagem Roy R. Behrens, com o curador do Smithsonian, Richard Murray, amigos e parentes de Thayer, entre outros.

Abbott Handerson Thayer (Boston, 12 de agosto de 1849 – Monadnock, New Hampshire, 29 de maio de 1921) foi um artista, naturalista e professor americano. Como um pintor de retratos, figuras, animais e de paisagens, ele gozou de um certo prestígio durante sua vida, como o demonstra o fato de seus quadros estarem nas mais importantes coleções de arte dos Estados Unidos. No último terço da sua vida, trabalhou junto com seu filho, Gerald Handerson Thayer, em um grande livro sobre camuflagem na natureza, intitulado Concealing Coloration in the Animal Kingdom: An Exposition of the Laws of Disguise Through Color and Pattern; Being a Summary of Abbott H. Thayer’s Disclosures. Primeiramente publicado pela Macmillan em 1909, depois relançado em 1918, teve um amplo impacto sobre o uso da camuflagem militar durante a Primeira Guerra Mundial. Ele também influenciou a arte americana através de seu trabalho como professor, dando instrução para muitos aprendizes em seu estúdio em New Hampshire.

Thayer nasceu em Boston, Massachusetts. Filho de um médico rural, sua infância foi passada na zona rural de New Hampshire, perto de Keene, no sopé do monte Monadnock. Nesse cenário rural, tornou-se um naturalista amador (em suas próprias palavras, era um "pássaro louco"), um caçador e um vendedor de peles. Estudou as "Aves da América" de John James Audubon em uma frequência quase que diária, experimentou a taxidermia, e fez seus primeiros trabalhos de arte: pinturas em aquarela de animais.

Aos 18 anos de idade, mudou-se para o Brooklyn, Nova Iorque, a fim de estudar pintura na Brooklyn Art School e na Academia Nacional de Desenho. Em 1875, casado com Kate Bloede, mudou-se para Paris, onde estudou por quatro anos na École des Beaux-Arts, com Henri Lehmann e Jean-Léon Gérôme, e onde seu melhor amigo tornou-se o artista americano George de Forest Brush. De volta a Nova Iorque, montou seu próprio estúdio de retratos (que ele compartilhou com Daniel Chester French), tornou-se ativo na Society of American Painters, e começou a dar aulas para aprendizes.

A vida tornou-se insuportável para Thayer e sua esposa no início de 1880, quando dois de seus filhos pequenos morreram inesperadamente, num intervalo de apenas um ano. Emocionalmente devastados, passaram os próximos anos se deslocam de um lugar para outro, gradualmente, cortando suas ligações com Nova Iorque. Embora ainda não estivesse garantido financeiramente, a crescente reputação de Thayer fez surgirem mais pedidos de retratos do que ele poderia aceitar. Entre seus contratantes estavam Mark Twain e Henry James, mas os temas de muitas de suas pinturas eram os seus três filhos restantes, Mary, Gerald e Gladys.

Em 1898, Thayer visitou St Ives, na Cornualha, carregando uma carta de apresentação de C. Hart Merrian, o chefe da Reserva Biológica em Washington, D.C., endereçada ao prefeito de St Ives e Treloyhan, Henry Mornington Arthur Wellesley, o 3º Conde de Cowley, solicitando permissão para coletar espécimes de aves das falésias de St Ives. Em 1901, ele e sua esposa instalaram-se definitivamente em Dublin, New Hampshire, onde tinham muitas vezes passado as férias e onde Thayer havia crescido. Logo depois, quando seu pai morreu, a esposa de Thayer caiu em uma depressão irreversível, que levou à sua internação em um manicômio, ao declínio de sua saúde, e posteriormente à sua morte em 3 de maio de 1891.

Logo depois, Thayer casou-se com sua amiga de longa data, Emma Beach, cujo pai era proprietário do jornal The New York Sun. Ele e sua segunda esposa, passaram o restante de seus anos na zona rural de New Hampshire, vivendo uma existência espartana e trabalhando produtivamente. Excêntrico e opinativo, Thayer aparentava ser mais velho do que sua idade real, e seu modo de viver em família refletiu suas fortes convicções: os Thayers normalmente dormiam ao ar livre durante todo o ano, a fim de usufruir dos benefícios do ar fresco, e os três filhos nunca foram matriculados na escola. Os dois mais jovens, Gerald e Gladys, compartilharam totalmente o entusiasmo de seu pai, e tornaram-se pintores. Durante esta última parte de sua vida, um de seus vizinhos em Dublin foi George de Forest Brush, com quem (quando não estavam brigando), colaborou em questões relativas à camuflagem.

É difícil falar de maneira simples e conclusiva sobre Thayer como artista. Ele foi muitas vezes descrito como uma pessoa excêntrica, de temperamento instável, e há uma mistura paralela contraditória de tradição acadêmica, espontaneidade e improvisação em seus métodos artísticos. Por exemplo, ele é amplamente conhecido como um pintor de "figuras ideais", no qual retratou mulheres como encarnações da virtude, adornadas em túnicas brancas e equipadas com asas de anjo. Ao mesmo tempo, fez isso usando métodos surpreendentemente não ortodoxos, irrestritos e surpreendentes, como a mistura de sujeira propositadamente na pintura, ou (em pelo menos um caso), usando uma vassoura ao invés de uma escova para diminuir a sensação de rigidez em uma pintura recém-terminada e ainda úmida. Sobreviveu com a ajuda de seus patronos, entre eles o empresário Charles Lang Freer. Algumas de suas melhores obras estão no acervo do Freer Gallery of Art, Metropolitan Museum of Art, Academia Nacional de Desenho, Smithsonian American Art Museum, e Art Institute of Chicago.

Thayer era também eficiente em seus ensinamentos, que ele via como algo útil, como uma parte inseparável de seu próprio trabalho em estúdio. Entre seus aprendizes mais dedicados estavam Rockwell Kent, Louis Agassiz Fuertes, Richard Meryman, Barry Faulkner (primo de Thayer), Alexander e William James (filhos do filósofo de Harvard, William James), e os próprios filho e filha de Thayer, Gerald e Gladys.

Em uma carta para Thomas Wilmer Dewing (por volta de 1917, na coleção do Archives of American Art, Smithsonian Institution), Thayer revela que seu método era trabalhar sobre uma nova pintura por apenas três dias. Se trabalhasse mais tempo sobre ela, ele dizia, que poderia não concluí-la ou ainda estragá-la. Assim, no quarto dia, ele iria ao invés fazer uma pausa, ficar o mais distante possível do trabalho, porém, aproveitava esse tempo para ensinar para cada aluno como fazer uma cópia exata daquela pintura de três dias. Então, quando ele voltava para seu estúdio, (em suas palavras) "atacava uma cópia e dava-lhe novamente um empurrão de mais três dias". Em consequência disto, terminaria com versões alternativas do mesmo quadro, em diferentes estágios de conclusão.

Thayer é por vezes referido como o "pai da camuflagem". Isso não é inteiramente falso, porque, apesar de não ter inventado a camuflagem, ele foi, sem dúvida, um dos primeiros a realizar uma extensa pesquisa sobre o tema e escrever sobre certos aspectos da coloração de proteção da natureza. Em particular, a partir de 1892, escreveu sobre a função da coloração como forma de proteção em um animal ou inseto, caracterizado pelo colorido mais escuro em áreas expostas à luz e pelo colorido mais claro em áreas que estão normalmente mais na sombra fazendo com que as formas se pareçam menos redondas e menos sólidas através do sombreado invertido. Este achado é amplamente aceito atualmente, e às vezes é chamado de Lei de Thayer.

Ele começou a se envolver com camuflagem militar em 1898, durante a Guerra Hispano-Americana, quando ele e seu amigo Brush propuseram o uso da coloração de proteção nos navios americanos. Apesar da guerra não ter durado tempo suficiente para que suas ideias fossem colocadas em prática, os dois artistas obtiveram uma patente para as suas descobertas em 1902, intitulada "Processo de Tratamento das Laterais de Navios, etc., para Torná-los Menos Visíveis" ( Patente nº 715.013), na qual seu método é descrito como tendo sido modelado sobre a coloração de uma gaivota.

As experiências de Thayer e Brush na camuflagem continuaram durante a Primeira Guerra Mundial, tanto de forma colaborativa como individualmente. Logo no início dessa guerra, por exemplo, Brush desenvolveu um avião transparente, enquanto que Thayer continuou com seu interesse em camuflagem disruptiva ou altamente diferenciada. Gradualmente, Thayer e Brush passaram seus trabalhos sobre camuflagem para a responsabilidade dos seus filhos. Concealing Coloration in the Animal Kingdom (1909), que demorou sete anos para ser concluído, foi creditado ao filho de Thayer, Gerald. Na mesma época, Thayer novamente propôs um trabalho sobre camuflagem dos navios da Marinha dos Estados Unidos (que mais uma vez não foi aceito), este tempo trabalhando sem a colaboração de Brush, mas com o filho Brush, Gerome. Alguns anos mais tarde, com o início da Primeira Guerra Mundial, Thayer disparatadamente apresentou propostas para o British War Office, tentando persuadi-los a adotar um uniforme de serviço de campo camuflado, no lugar do tradicional monocromático cáqui. Enquanto isso, a proposta de Thayer e Gerome Brush para o uso da camuflagem em navios americanos foi aprovada, e um punhado de entusiastas de Thayer (entre eles, Barry Faulkner e outros alunos de Thayer) recrutaram centenas de artistas para juntarem-se ao American Camouflage Corps.

Como ele próprio admitia, Thayer, muitas vezes sofria de uma condição que hoje é chamada de transtorno bipolar. Em suas cartas, descreveu-a como "o pêndulo Abbott", pelo qual suas emoções precariamente iam para trás e para frente entre os dois extremos (em suas palavras) "euforia" e "desgosto doentio". Esta situação aparentemente agravou-se com a crescente controvérsia sobre seus trabalhos sobre camuflagem (principalmente quando eles foram denunciados pelo ex-presidente Theodore Roosevelt). Ao envelhecer, passou a sofrer cada vez mais de ataques de pânico, esgotamento nervoso, e pensamentos suicidas, tanto que ele já não era autorizado a ir sozinho no seu barco à lagoa Dublin.

Aos 72 anos, Thayer sofreu uma série de derrames, e faleceu em casa, em 29 de maio de 1921.

Em outubro de 2008, o primeiro e único documentário sobre o trabalho e a vida de Thayer estreou no Smithsonian American Art Museum. Intitulado Invisible: Abbott Thayer and the Art of Camouflage, ele apresentou uma ampla seleção de seus desenhos e pinturas, arquivos de fotografias, documentos históricos e entrevista com os humoristas P. J. O'Rourke, Richard Meryman, Jr. (cujo pai era aluno de Thayer), com o estudioso em camuflagem Roy R. Behrens, com o curador do Smithsonian, Richard Murray, amigos e parentes de Thayer, entre outros.

Abbott Handerson Thayer (Boston, 12 de agosto de 1849 – Monadnock, New Hampshire, 29 de maio de 1921) foi um artista, naturalista e professor americano. Como um pintor de retratos, figuras, animais e de paisagens, ele gozou de um certo prestígio durante sua vida, como o demonstra o fato de seus quadros estarem nas mais importantes coleções de arte dos Estados Unidos. No último terço da sua vida, trabalhou junto com seu filho, Gerald Handerson Thayer, em um grande livro sobre camuflagem na natureza, intitulado Concealing Coloration in the Animal Kingdom: An Exposition of the Laws of Disguise Through Color and Pattern; Being a Summary of Abbott H. Thayer’s Disclosures. Primeiramente publicado pela Macmillan em 1909, depois relançado em 1918, teve um amplo impacto sobre o uso da camuflagem militar durante a Primeira Guerra Mundial. Ele também influenciou a arte americana através de seu trabalho como professor, dando instrução para muitos aprendizes em seu estúdio em New Hampshire.

Thayer nasceu em Boston, Massachusetts. Filho de um médico rural, sua infância foi passada na zona rural de New Hampshire, perto de Keene, no sopé do monte Monadnock. Nesse cenário rural, tornou-se um naturalista amador (em suas próprias palavras, era um "pássaro louco"), um caçador e um vendedor de peles. Estudou as "Aves da América" de John James Audubon em uma frequência quase que diária, experimentou a taxidermia, e fez seus primeiros trabalhos de arte: pinturas em aquarela de animais.

Aos 18 anos de idade, mudou-se para o Brooklyn, Nova Iorque, a fim de estudar pintura na Brooklyn Art School e na Academia Nacional de Desenho. Em 1875, casado com Kate Bloede, mudou-se para Paris, onde estudou por quatro anos na École des Beaux-Arts, com Henri Lehmann e Jean-Léon Gérôme, e onde seu melhor amigo tornou-se o artista americano George de Forest Brush. De volta a Nova Iorque, montou seu próprio estúdio de retratos (que ele compartilhou com Daniel Chester French), tornou-se ativo na Society of American Painters, e começou a dar aulas para aprendizes.

A vida tornou-se insuportável para Thayer e sua esposa no início de 1880, quando dois de seus filhos pequenos morreram inesperadamente, num intervalo de apenas um ano. Emocionalmente devastados, passaram os próximos anos se deslocam de um lugar para outro, gradualmente, cortando suas ligações com Nova Iorque. Embora ainda não estivesse garantido financeiramente, a crescente reputação de Thayer fez surgirem mais pedidos de retratos do que ele poderia aceitar. Entre seus contratantes estavam Mark Twain e Henry James, mas os temas de muitas de suas pinturas eram os seus três filhos restantes, Mary, Gerald e Gladys.

Em 1898, Thayer visitou St Ives, na Cornualha, carregando uma carta de apresentação de C. Hart Merrian, o chefe da Reserva Biológica em Washington, D.C., endereçada ao prefeito de St Ives e Treloyhan, Henry Mornington Arthur Wellesley, o 3º Conde de Cowley, solicitando permissão para coletar espécimes de aves das falésias de St Ives. Em 1901, ele e sua esposa instalaram-se definitivamente em Dublin, New Hampshire, onde tinham muitas vezes passado as férias e onde Thayer havia crescido. Logo depois, quando seu pai morreu, a esposa de Thayer caiu em uma depressão irreversível, que levou à sua internação em um manicômio, ao declínio de sua saúde, e posteriormente à sua morte em 3 de maio de 1891.

Logo depois, Thayer casou-se com sua amiga de longa data, Emma Beach, cujo pai era proprietário do jornal The New York Sun. Ele e sua segunda esposa, passaram o restante de seus anos na zona rural de New Hampshire, vivendo uma existência espartana e trabalhando produtivamente. Excêntrico e opinativo, Thayer aparentava ser mais velho do que sua idade real, e seu modo de viver em família refletiu suas fortes convicções: os Thayers normalmente dormiam ao ar livre durante todo o ano, a fim de usufruir dos benefícios do ar fresco, e os três filhos nunca foram matriculados na escola. Os dois mais jovens, Gerald e Gladys, compartilharam totalmente o entusiasmo de seu pai, e tornaram-se pintores. Durante esta última parte de sua vida, um de seus vizinhos em Dublin foi George de Forest Brush, com quem (quando não estavam brigando), colaborou em questões relativas à camuflagem.

É difícil falar de maneira simples e conclusiva sobre Thayer como artista. Ele foi muitas vezes descrito como uma pessoa excêntrica, de temperamento instável, e há uma mistura paralela contraditória de tradição acadêmica, espontaneidade e improvisação em seus métodos artísticos. Por exemplo, ele é amplamente conhecido como um pintor de "figuras ideais", no qual retratou mulheres como encarnações da virtude, adornadas em túnicas brancas e equipadas com asas de anjo. Ao mesmo tempo, fez isso usando métodos surpreendentemente não ortodoxos, irrestritos e surpreendentes, como a mistura de sujeira propositadamente na pintura, ou (em pelo menos um caso), usando uma vassoura ao invés de uma escova para diminuir a sensação de rigidez em uma pintura recém-terminada e ainda úmida. Sobreviveu com a ajuda de seus patronos, entre eles o empresário Charles Lang Freer. Algumas de suas melhores obras estão no acervo do Freer Gallery of Art, Metropolitan Museum of Art, Academia Nacional de Desenho, Smithsonian American Art Museum, e Art Institute of Chicago.

Thayer era também eficiente em seus ensinamentos, que ele via como algo útil, como uma parte inseparável de seu próprio trabalho em estúdio. Entre seus aprendizes mais dedicados estavam Rockwell Kent, Louis Agassiz Fuertes, Richard Meryman, Barry Faulkner (primo de Thayer), Alexander e William James (filhos do filósofo de Harvard, William James), e os próprios filho e filha de Thayer, Gerald e Gladys.

Em uma carta para Thomas Wilmer Dewing (por volta de 1917, na coleção do Archives of American Art, Smithsonian Institution), Thayer revela que seu método era trabalhar sobre uma nova pintura por apenas três dias. Se trabalhasse mais tempo sobre ela, ele dizia, que poderia não concluí-la ou ainda estragá-la. Assim, no quarto dia, ele iria ao invés fazer uma pausa, ficar o mais distante possível do trabalho, porém, aproveitava esse tempo para ensinar para cada aluno como fazer uma cópia exata daquela pintura de três dias. Então, quando ele voltava para seu estúdio, (em suas palavras) "atacava uma cópia e dava-lhe novamente um empurrão de mais três dias". Em consequência disto, terminaria com versões alternativas do mesmo quadro, em diferentes estágios de conclusão.

Thayer é por vezes referido como o "pai da camuflagem". Isso não é inteiramente falso, porque, apesar de não ter inventado a camuflagem, ele foi, sem dúvida, um dos primeiros a realizar uma extensa pesquisa sobre o tema e escrever sobre certos aspectos da coloração de proteção da natureza. Em particular, a partir de 1892, escreveu sobre a função da coloração como forma de proteção em um animal ou inseto, caracterizado pelo colorido mais escuro em áreas expostas à luz e pelo colorido mais claro em áreas que estão normalmente mais na sombra fazendo com que as formas se pareçam menos redondas e menos sólidas através do sombreado invertido. Este achado é amplamente aceito atualmente, e às vezes é chamado de Lei de Thayer.

Ele começou a se envolver com camuflagem militar em 1898, durante a Guerra Hispano-Americana, quando ele e seu amigo Brush propuseram o uso da coloração de proteção nos navios americanos. Apesar da guerra não ter durado tempo suficiente para que suas ideias fossem colocadas em prática, os dois artistas obtiveram uma patente para as suas descobertas em 1902, intitulada "Processo de Tratamento das Laterais de Navios, etc., para Torná-los Menos Visíveis" ( Patente nº 715.013), na qual seu método é descrito como tendo sido modelado sobre a coloração de uma gaivota.

As experiências de Thayer e Brush na camuflagem continuaram durante a Primeira Guerra Mundial, tanto de forma colaborativa como individualmente. Logo no início dessa guerra, por exemplo, Brush desenvolveu um avião transparente, enquanto que Thayer continuou com seu interesse em camuflagem disruptiva ou altamente diferenciada. Gradualmente, Thayer e Brush passaram seus trabalhos sobre camuflagem para a responsabilidade dos seus filhos. Concealing Coloration in the Animal Kingdom (1909), que demorou sete anos para ser concluído, foi creditado ao filho de Thayer, Gerald. Na mesma época, Thayer novamente propôs um trabalho sobre camuflagem dos navios da Marinha dos Estados Unidos (que mais uma vez não foi aceito), este tempo trabalhando sem a colaboração de Brush, mas com o filho Brush, Gerome. Alguns anos mais tarde, com o início da Primeira Guerra Mundial, Thayer disparatadamente apresentou propostas para o British War Office, tentando persuadi-los a adotar um uniforme de serviço de campo camuflado, no lugar do tradicional monocromático cáqui. Enquanto isso, a proposta de Thayer e Gerome Brush para o uso da camuflagem em navios americanos foi aprovada, e um punhado de entusiastas de Thayer (entre eles, Barry Faulkner e outros alunos de Thayer) recrutaram centenas de artistas para juntarem-se ao American Camouflage Corps.

Como ele próprio admitia, Thayer, muitas vezes sofria de uma condição que hoje é chamada de transtorno bipolar. Em suas cartas, descreveu-a como "o pêndulo Abbott", pelo qual suas emoções precariamente iam para trás e para frente entre os dois extremos (em suas palavras) "euforia" e "desgosto doentio". Esta situação aparentemente agravou-se com a crescente controvérsia sobre seus trabalhos sobre camuflagem (principalmente quando eles foram denunciados pelo ex-presidente Theodore Roosevelt). Ao envelhecer, passou a sofrer cada vez mais de ataques de pânico, esgotamento nervoso, e pensamentos suicidas, tanto que ele já não era autorizado a ir sozinho no seu barco à lagoa Dublin.

Aos 72 anos, Thayer sofreu uma série de derrames, e faleceu em casa, em 29 de maio de 1921.

Em outubro de 2008, o primeiro e único documentário sobre o trabalho e a vida de Thayer estreou no Smithsonian American Art Museum. Intitulado Invisible: Abbott Thayer and the Art of Camouflage, ele apresentou uma ampla seleção de seus desenhos e pinturas, arquivos de fotografias, documentos históricos e entrevista com os humoristas P. J. O'Rourke, Richard Meryman, Jr. (cujo pai era aluno de Thayer), com o estudioso em camuflagem Roy R. Behrens, com o curador do Smithsonian, Richard Murray, amigos e parentes de Thayer, entre outros.

Abbott Handerson Thayer (Boston, 12 de agosto de 1849 – Monadnock, New Hampshire, 29 de maio de 1921) foi um artista, naturalista e professor americano. Como um pintor de retratos, figuras, animais e de paisagens, ele gozou de um certo prestígio durante sua vida, como o demonstra o fato de seus quadros estarem nas mais importantes coleções de arte dos Estados Unidos. No último terço da sua vida, trabalhou junto com seu filho, Gerald Handerson Thayer, em um grande livro sobre camuflagem na natureza, intitulado Concealing Coloration in the Animal Kingdom: An Exposition of the Laws of Disguise Through Color and Pattern; Being a Summary of Abbott H. Thayer’s Disclosures. Primeiramente publicado pela Macmillan em 1909, depois relançado em 1918, teve um amplo impacto sobre o uso da camuflagem militar durante a Primeira Guerra Mundial. Ele também influenciou a arte americana através de seu trabalho como professor, dando instrução para muitos aprendizes em seu estúdio em New Hampshire.

Thayer nasceu em Boston, Massachusetts. Filho de um médico rural, sua infância foi passada na zona rural de New Hampshire, perto de Keene, no sopé do monte Monadnock. Nesse cenário rural, tornou-se um naturalista amador (em suas próprias palavras, era um "pássaro louco"), um caçador e um vendedor de peles. Estudou as "Aves da América" de John James Audubon em uma frequência quase que diária, experimentou a taxidermia, e fez seus primeiros trabalhos de arte: pinturas em aquarela de animais.

Aos 18 anos de idade, mudou-se para o Brooklyn, Nova Iorque, a fim de estudar pintura na Brooklyn Art School e na Academia Nacional de Desenho. Em 1875, casado com Kate Bloede, mudou-se para Paris, onde estudou por quatro anos na École des Beaux-Arts, com Henri Lehmann e Jean-Léon Gérôme, e onde seu melhor amigo tornou-se o artista americano George de Forest Brush. De volta a Nova Iorque, montou seu próprio estúdio de retratos (que ele compartilhou com Daniel Chester French), tornou-se ativo na Society of American Painters, e começou a dar aulas para aprendizes.

A vida tornou-se insuportável para Thayer e sua esposa no início de 1880, quando dois de seus filhos pequenos morreram inesperadamente, num intervalo de apenas um ano. Emocionalmente devastados, passaram os próximos anos se deslocam de um lugar para outro, gradualmente, cortando suas ligações com Nova Iorque. Embora ainda não estivesse garantido financeiramente, a crescente reputação de Thayer fez surgirem mais pedidos de retratos do que ele poderia aceitar. Entre seus contratantes estavam Mark Twain e Henry James, mas os temas de muitas de suas pinturas eram os seus três filhos restantes, Mary, Gerald e Gladys.

Em 1898, Thayer visitou St Ives, na Cornualha, carregando uma carta de apresentação de C. Hart Merrian, o chefe da Reserva Biológica em Washington, D.C., endereçada ao prefeito de St Ives e Treloyhan, Henry Mornington Arthur Wellesley, o 3º Conde de Cowley, solicitando permissão para coletar espécimes de aves das falésias de St Ives. Em 1901, ele e sua esposa instalaram-se definitivamente em Dublin, New Hampshire, onde tinham muitas vezes passado as férias e onde Thayer havia crescido. Logo depois, quando seu pai morreu, a esposa de Thayer caiu em uma depressão irreversível, que levou à sua internação em um manicômio, ao declínio de sua saúde, e posteriormente à sua morte em 3 de maio de 1891.

Logo depois, Thayer casou-se com sua amiga de longa data, Emma Beach, cujo pai era proprietário do jornal The New York Sun. Ele e sua segunda esposa, passaram o restante de seus anos na zona rural de New Hampshire, vivendo uma existência espartana e trabalhando produtivamente. Excêntrico e opinativo, Thayer aparentava ser mais velho do que sua idade real, e seu modo de viver em família refletiu suas fortes convicções: os Thayers normalmente dormiam ao ar livre durante todo o ano, a fim de usufruir dos benefícios do ar fresco, e os três filhos nunca foram matriculados na escola. Os dois mais jovens, Gerald e Gladys, compartilharam totalmente o entusiasmo de seu pai, e tornaram-se pintores. Durante esta última parte de sua vida, um de seus vizinhos em Dublin foi George de Forest Brush, com quem (quando não estavam brigando), colaborou em questões relativas à camuflagem.

É difícil falar de maneira simples e conclusiva sobre Thayer como artista. Ele foi muitas vezes descrito como uma pessoa excêntrica, de temperamento instável, e há uma mistura paralela contraditória de tradição acadêmica, espontaneidade e improvisação em seus métodos artísticos. Por exemplo, ele é amplamente conhecido como um pintor de "figuras ideais", no qual retratou mulheres como encarnações da virtude, adornadas em túnicas brancas e equipadas com asas de anjo. Ao mesmo tempo, fez isso usando métodos surpreendentemente não ortodoxos, irrestritos e surpreendentes, como a mistura de sujeira propositadamente na pintura, ou (em pelo menos um caso), usando uma vassoura ao invés de uma escova para diminuir a sensação de rigidez em uma pintura recém-terminada e ainda úmida. Sobreviveu com a ajuda de seus patronos, entre eles o empresário Charles Lang Freer. Algumas de suas melhores obras estão no acervo do Freer Gallery of Art, Metropolitan Museum of Art, Academia Nacional de Desenho, Smithsonian American Art Museum, e Art Institute of Chicago.

Thayer era também eficiente em seus ensinamentos, que ele via como algo útil, como uma parte inseparável de seu próprio trabalho em estúdio. Entre seus aprendizes mais dedicados estavam Rockwell Kent, Louis Agassiz Fuertes, Richard Meryman, Barry Faulkner (primo de Thayer), Alexander e William James (filhos do filósofo de Harvard, William James), e os próprios filho e filha de Thayer, Gerald e Gladys.

Em uma carta para Thomas Wilmer Dewing (por volta de 1917, na coleção do Archives of American Art, Smithsonian Institution), Thayer revela que seu método era trabalhar sobre uma nova pintura por apenas três dias. Se trabalhasse mais tempo sobre ela, ele dizia, que poderia não concluí-la ou ainda estragá-la. Assim, no quarto dia, ele iria ao invés fazer uma pausa, ficar o mais distante possível do trabalho, porém, aproveitava esse tempo para ensinar para cada aluno como fazer uma cópia exata daquela pintura de três dias. Então, quando ele voltava para seu estúdio, (em suas palavras) "atacava uma cópia e dava-lhe novamente um empurrão de mais três dias". Em consequência disto, terminaria com versões alternativas do mesmo quadro, em diferentes estágios de conclusão.

Thayer é por vezes referido como o "pai da camuflagem". Isso não é inteiramente falso, porque, apesar de não ter inventado a camuflagem, ele foi, sem dúvida, um dos primeiros a realizar uma extensa pesquisa sobre o tema e escrever sobre certos aspectos da coloração de proteção da natureza. Em particular, a partir de 1892, escreveu sobre a função da coloração como forma de proteção em um animal ou inseto, caracterizado pelo colorido mais escuro em áreas expostas à luz e pelo colorido mais claro em áreas que estão normalmente mais na sombra fazendo com que as formas se pareçam menos redondas e menos sólidas através do sombreado invertido. Este achado é amplamente aceito atualmente, e às vezes é chamado de Lei de Thayer.

Ele começou a se envolver com camuflagem militar em 1898, durante a Guerra Hispano-Americana, quando ele e seu amigo Brush propuseram o uso da coloração de proteção nos navios americanos. Apesar da guerra não ter durado tempo suficiente para que suas ideias fossem colocadas em prática, os dois artistas obtiveram uma patente para as suas descobertas em 1902, intitulada "Processo de Tratamento das Laterais de Navios, etc., para Torná-los Menos Visíveis" ( Patente nº 715.013), na qual seu método é descrito como tendo sido modelado sobre a coloração de uma gaivota.

As experiências de Thayer e Brush na camuflagem continuaram durante a Primeira Guerra Mundial, tanto de forma colaborativa como individualmente. Logo no início dessa guerra, por exemplo, Brush desenvolveu um avião transparente, enquanto que Thayer continuou com seu interesse em camuflagem disruptiva ou altamente diferenciada. Gradualmente, Thayer e Brush passaram seus trabalhos sobre camuflagem para a responsabilidade dos seus filhos. Concealing Coloration in the Animal Kingdom (1909), que demorou sete anos para ser concluído, foi creditado ao filho de Thayer, Gerald. Na mesma época, Thayer novamente propôs um trabalho sobre camuflagem dos navios da Marinha dos Estados Unidos (que mais uma vez não foi aceito), este tempo trabalhando sem a colaboração de Brush, mas com o filho Brush, Gerome. Alguns anos mais tarde, com o início da Primeira Guerra Mundial, Thayer disparatadamente apresentou propostas para o British War Office, tentando persuadi-los a adotar um uniforme de serviço de campo camuflado, no lugar do tradicional monocromático cáqui. Enquanto isso, a proposta de Thayer e Gerome Brush para o uso da camuflagem em navios americanos foi aprovada, e um punhado de entusiastas de Thayer (entre eles, Barry Faulkner e outros alunos de Thayer) recrutaram centenas de artistas para juntarem-se ao American Camouflage Corps.

Como ele próprio admitia, Thayer, muitas vezes sofria de uma condição que hoje é chamada de transtorno bipolar. Em suas cartas, descreveu-a como "o pêndulo Abbott", pelo qual suas emoções precariamente iam para trás e para frente entre os dois extremos (em suas palavras) "euforia" e "desgosto doentio". Esta situação aparentemente agravou-se com a crescente controvérsia sobre seus trabalhos sobre camuflagem (principalmente quando eles foram denunciados pelo ex-presidente Theodore Roosevelt). Ao envelhecer, passou a sofrer cada vez mais de ataques de pânico, esgotamento nervoso, e pensamentos suicidas, tanto que ele já não era autorizado a ir sozinho no seu barco à lagoa Dublin.

Aos 72 anos, Thayer sofreu uma série de derrames, e faleceu em casa, em 29 de maio de 1921.

Em outubro de 2008, o primeiro e único documentário sobre o trabalho e a vida de Thayer estreou no Smithsonian American Art Museum. Intitulado Invisible: Abbott Thayer and the Art of Camouflage, ele apresentou uma ampla seleção de seus desenhos e pinturas, arquivos de fotografias, documentos históricos e entrevista com os humoristas P. J. O'Rourke, Richard Meryman, Jr. (cujo pai era aluno de Thayer), com o estudioso em camuflagem Roy R. Behrens, com o curador do Smithsonian, Richard Murray, amigos e parentes de Thayer, entre outros.

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